Descobri que gosto de livros assim: uma história que une um cenário muito real, geralmente repleto de aspectos históricos, um personagem principal muito humano com suas facetas frágeis e fortes, heróis e vilões ao mesmo tempo. Tudo isso temperado com uma boa dose de surpresas e lágrimas. Sim, eu gosto de me emocionar com os livros.
‘A menina que roubava livros’ foi a história que mais me seduziu nos últimos tempos. Tentei ler ‘Viver para contar’, do grande García Márquez que amo de paixão. Tentei ler ‘Sexo na cabeça’, do Veríssimo. Tentei ler ‘Não desista dos seus sonhos’, auto-ajuda que ganhei de presente. Mas nenhum deles me ganhou como essa menina...
Abri o livro na quinta-feira à noite. Passei a sexta pensando em Liesel. No sábado não saí para saber o que mais a história me reservava. E no domingo o nó na garganta transformou-se em lágrimas e concluí que aquele livro tinha me pegado de jeito.
Não quero ficar contando a história. Só para que se possa ter uma idéia, Liesel é uma garota de 10 anos, adotada por um casal alemão bem pobre durante a 2º Guerra Mundial. A história mistura amizade, amor, racismo, intolerância, dificuldades financeiras, fome. O ingrediente principal: livros. Liesel sobrevive porque encontra nos livros amigos de verdade e descobre que as palavras podem servir ao bem e ao mal.
Emocionante o carinho que liga Liesel e seu pai adotivo, Hans. A relação da garota com o melhor amigo Rudy faz pensar em como as crianças são inocentes e ao mesmo tempo tão espertas. O essencial Max transforma a vida da menina e mostra a ela como o mundo é e como deveria ser.
Markus Zusak, o jovem escritor de 30 anos, está na lista dos mais vendidos e recebe elogios das críticas australiana e estadunidense. Aqui também deixo o meu breve elogio: ‘A menina que roubava livros’ é uma história que merece ser lida, não se assuste se você chorar.

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